Por dentro de uma carga projeto: SD24

Transportar o futuro exige mais do que logística; exige precisão, expertise e um compromisso inabalável com a excelência. O Supercomputador Santos Dumont (SD24), um dos mais poderosos do mundo, foi um desses desafios que nos encheram de orgulho. Hoje, vamos te levar por dentro do processo de transporte dessa carga de magnitude extraordinária, mostrando como cada etapa foi cuidadosamente planejada e executada.

Tudo começou com um planejamento minucioso. O SD24, com sua capacidade de processamento de 20 petaflops (ou 20 quatrilhões de operações por segundo), não é apenas uma máquina, mas um equipamento sensível e de altíssimo valor tecnológico. Localizado no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), ele precisava ser transportado com segurança absoluta após uma atualização que o colocou entre os 100 supercomputadores mais potentes do mundo e o mais rápido da América Latina.

O primeiro passo foi a avaliação técnica. Nossa equipe especializada em cargas projeto analisou as dimensões, o peso e as especificações técnicas do supercomputador. Com isso, definimos o tipo de embalagem necessária para proteger cada componente durante o transporte. Materiais anti-vibração, caixas especiais e sistemas de amortecimento foram utilizados para garantir que nenhum impacto ou movimento brusco afetasse o equipamento.

Em seguida, veio a etapa de roteirização e escolha do modal. Dada a sensibilidade da carga, optamos por um transporte terrestre com veículos adaptados, equipados com sistemas de monitoramento em tempo real para controlar temperatura, umidade e vibrações. Cada quilômetro foi planejado para evitar rotas com trechos irregulares ou riscos de atrasos.

No dia do transporte, a operação foi iniciada com a mobilização da equipe. Profissionais altamente capacitados realizaram o carregamento do supercomputador, utilizando equipamentos específicos para movimentação de cargas pesadas e sensíveis. Cada etapa foi acompanhada por checklists rigorosos, garantindo que nada fosse deixado ao acaso.

Durante o trajeto, nossa central de monitoramento trabalhou 24 horas para acompanhar a localização e as condições da carga. Qualquer variação fora dos parâmetros estabelecidos seria imediatamente identificada e corrigida. A segurança do SD24 era nossa prioridade máxima.

Por fim, após horas de deslocamento, o supercomputador chegou ao seu destino. A descarga e instalação foram realizadas por uma equipe técnica especializada, que garantiu que o equipamento fosse posicionado e conectado conforme as especificações do LNCC. O sucesso dessa operação foi comprovado quando o SD24 entrou em funcionamento, pronto para impulsionar pesquisas científicas e consolidar o Brasil como um player global em tecnologia e inovação.

O Santos Dumont: um marco tecnológico

O Supercomputador Santos Dumont não é apenas uma máquina; é um símbolo de progresso. Com sua capacidade expandida para 17 petaflops (e pico de 20 petaflops), ele se tornou o 89º mais poderoso do mundo e o mais eficiente da América Latina, segundo o ranking TOP500 Green. Essa atualização, fruto de uma cooperação de US$ 19,4 milhões com a Petrobras, quadruplicou sua capacidade de processamento, permitindo que cientistas brasileiros acelerem descobertas em áreas como saúde, agronegócio e sustentabilidade.

A expansão foi possível graças a um novo contrato entre o LNCC e a Eviden, empresa do Grupo Atos especializada em computação avançada. Baseada na arquitetura BullSequana XH3000, a atualização permitirá que o Santos Dumont atenda a demandas tecnológicas cada vez mais complexas, como simulações de sistemas naturais e artificiais, análises de dados em larga escala e treinamento de sistemas de inteligência artificial sofisticados.

Impacto científico e social

O Santos Dumont já desempenhou um papel crucial em pesquisas de ponta, como no sequenciamento do coronavírus durante a pandemia de Covid-19. Ele também tem sido utilizado em estudos sobre tratamentos farmacológicos, análises genômicas relacionadas ao câncer e pesquisas em mudanças climáticas.

De acordo com Antonio Tadeu Gomes, tecnologista e coordenador do Comitê Gestor do Supercomputador, a expansão permitirá:

  • Atender um número maior de projetos simultaneamente;
  • Executar simulações de maior complexidade;
  • Analisar volumes de dados ainda maiores;
  • Treinar sistemas de IA mais avançados.

Acesso democrático à tecnologia

Um dos pilares do Santos Dumont é sua acessibilidade. Qualquer pesquisador brasileiro pode solicitar o uso do supercomputador, desde que apresente um projeto com mérito científico e necessidade comprovada de processamento de alta performance. Essa democratização do acesso à tecnologia fortalece a ciência nacional e coloca o Brasil na vanguarda da inovação global.

Próximos passos

Atualmente, o SD24 está em fase de pré-ligação, com previsão de operação total a partir de janeiro de 2025. Além disso, um novo sistema de refrigeração e uma rampa de acesso estão sendo implementados para garantir maior eficiência e mobilidade.

A importância da logística para o desenvolvimento científico

A logística é a engrenagem que conecta os diferentes pontos da cadeia complexa e delicada da pesquisa científica e tecnológica, garantindo que equipamentos, materiais e insumos cheguem aos laboratórios em tempo hábil e com segurança. Em 2024, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação destinou R$ 12,7 bilhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para fortalecer a ciência brasileira.

Há sete anos, a B&A Logística Internacional venceu o processo licitatório e tornou-se responsável pela logística de equipamentos e insumos de todos os laboratórios vinculados ao Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). “Os desafios são muitos, pois, na maioria das vezes, são materiais sensíveis ou perigosos, e o manuseio sempre requer muita atenção”, relata Valeria Barbosa, CEO da B&A Logística Internacional.

Um dos trabalhos da B&A foi para a pesquisa “Intercomparação de fontes radioativas em equipamentos médicos”, desenvolvida pelo Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD). “Foram enviadas 14 fontes para 14 laboratórios no mundo para que fossem feitas análises da radioatividade liberada aos pacientes durante a realização de exames”, detalha Valeria.

Outro trabalho recente foi a importação dos equipamentos para atualizar o Supercomputador Santos Dumont, do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis. Adquirido pelo LNCC através de um contrato de financiamento pela Petrobras, os equipamentos tiveram um custo de US$ 19,4 milhões. E, para atender todas as especificidades da carga e exigências do seguro internacional contratado, foram necessários 11 meses de trabalho desenvolvido pela B&A Logística Internacional, que entregou com segurança e íntegras as cerca de 20 toneladas de equipamentos, que foram importadas da França.

Conclusão

Transportar o SD24 foi mais do que um frete; foi uma missão que exigiu conhecimento, tecnologia e dedicação. Na B&A Logística, estamos preparados para enfrentar os desafios mais complexos, movendo não apenas cargas, mas também o futuro.

Este é o nosso compromisso: entregar excelência em cada detalhe, porque sabemos que, por trás de cada carga projeto, há um mundo de possibilidades esperando para ser descoberto.

Depois de 11 meses de trabalho, entregamos os equipamentos para atualização do supercomputador Santos Dumont, que fica no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis, no dia 12 de novembro de 2024.  Com os novos equipamentos, o Supercomputador Santos Dumont se tornou o mais poderoso da América Latina e ocupa a posição 89 na lista do TOP500, que classifica os supercomputadores do mundo.

Para atender todas as especificidades da carga de US$ 19,4 milhões e as exigências do seguro internacional contratado, começamos  a planejar e trabalhar na logística de importação e transporte das cerca de 20 toneladas de equipamentos, em janeiro de 2024.

Quando a carga foi liberada pela empresa Eviden, linha de negócios líder do Grupo Atos em computação avançada, que fica na França e desenvolveu o supercomputador Santos Dumont, todo o processo para importação e transporte já estava planejado

E, no dia  05 de novembro, nossos CEOs, Valeria Barbosa e Thiago Amorim,  viajaram para Angers, na França, para despacharem a mercadoria. Lá, eles revisaram a documentação para que quando chegasse a hora de liberação alfandegaria junto à Receita Federal estivesse tudo correto, assim como verificaram as embalagens antes do embarque na origem para que não desse problemas e gerasse atrasos na vistoria do Ministério da Agricultura e Pecuária, bem como todas as certidões para liberação junto a Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro (SEFAZ). A análise de todos os documentos é primordial para que nenhuma etapa do processo seja comprometida, por isso fomos monitorar pessoalmente toda operação de liberação da mercadoria pela empresa.

Foi nesse processo que encontramos um dos obstáculos enfrentados nesse trabalho, mas conseguimos coletar a carga na fábrica no mesmo dia em que ela ficou disponível para chegar em tempo de despachar no aeroporto de Paris, uma distância de quatro horas de viagem.

E o receio de perder o voo contratado tinha razão de ser, pois não há mais aeronaves cargueiras fazendo transportes de Paris para o Rio de Janeiro. A solução foi conseguir uma aeronave que tivesse disponibilidade de trazer a carga, que tem um seguro internacional exigente e não pode ter escalas, precisa ter voo direto. Além disso, a mercadoria não podia ser empilhada para não haver danos. A escolha do Boeing 767 pela Amerijet International como avião de transporte foi estratégica, tendo em vista a necessidade de um voo charter com capacidade para grandes volumes e alta tecnologia.

O voo decolou do Aeroporto de Paris Charles de Gaulle na manhã de 10 de novembro, e chegou ao RIOgaleão Cargas na madrugada de 11 de novembro. Representantes das empresas envolvidas na importação dos equipamentos receberam a mercadoria no local. Durante todo o dia, nossa equipe trabalhou na libertação da carga junto a Alfândega Brasileira, Ministério da Agricultura e Pecuária e demais órgãos e conseguiu a resposta positiva no final do mesmo dia.

Transporte para Petrópolis

O transporte dos volumes para Petrópolis, na manhã do dia 12, foi realizado por um comboio, composto por três caminhões pneumáticos, três carros de escolta e dois veículos de apoio para empilhadeiras.

Foi uma operação de logística gigantesca, com muitas exigências e detalhes. Tivemos que planejar meticulosamente cada fase do processo. Entregamos com segurança os equipamentos do supercomputador Santos Dumont, cooperando para que ele se tornasse o maior da América Latina, contribuindo para as pesquisas científicas e tecnológicas.

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